quarta-feira, 27 de maio de 2009

Arte e Existência: uma performance artaudiana



Por meio de uma pesquisa iniciada no grupo de teatro universitário Atores do São Camilo - iniciada em 2002 com a peça “Um toque a mais”, continuada em 2006 com a performance “Soropositivo”, seguida da performance “Arte e Existência: uma performance artaudiana” - continuamos nossa pesquisa teatral através do corpo e sua essência, agora no Grupo Anônimos de Teatro. Os mesmos integrantes e profissionais (veja ficha técnica abaixo) apresentam essa encenação onde performers integram espaços internos e externos e os corpos, somado aos elementos cênicos em torno do público, deparam-se com situações insólitas. Atuam, deslizando por cenários invisíveis. Os “poemas-corpo” adquirem o estatuto de artefatos cuja finalidade é de recriação do homem e da vida humana. Em maio, o grupo inscreveu a performance no Edital 007 do Funcultura do Estado do Espírito Santo. É o de Circulação de teatro e dança produzidos no Estado. Enquanto estamos ansiosos, na espectativa da classificação, você confere algumas imagens dessa produção.










Arte e Existência: uma performance artaudiana
Direção: Sara Passabon Amorim
Ass. de direção: Hugo José Costa Amorim
Elenco: Ana Paula Ventury, Isabel Bremide e Luiz Carlos Cardoso
Músicos: Alessandra Biato (violão) e João de Paula Junior (violino)
Imagens: Casa da Memória (05.11.2008) e São Camilo (26.11.2008)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Teatro nas Empresas

O Grupo Anônimos de Teatro busca, em suas interferências nas empresas (ora baseadas nos happenings dos anos 1960, aonde a corpo cênico vai ao encontro do trabalhador no seu espaço de trabalho, ora baseadas nas apresentações de pantomima), uma conscientização da importância de trabalhar com cautela, segurança e de forma legal, sem restringir as normas da empresa e as emoções do trabalhador. No tempo da contemporaneidade e de globalização, o express, o eficiente e supérfluo acabam sendo preferidos paralelo à velocidade com que o mundo caminha. Sendo assim, surge o projeto “Ri-Quem-Quer nas Empresas” em que as leis de segurança da empresa ou até o próprio ambiente de trabalho tornam-se um elemento cênico de fundamental importância.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Festival de Leituras Dramáticas Capixabas








O grupo considera sua fundação no dia 01 de novembro de 2008. Foi quando iniciou-se o Festival de Leituras Dramáticas Capixabas, o único do gênero no Estado. Seguindo a linha de constante evolução do teatro e da literatura do Estado do Espírito Santo, faz-se necessário um evento como esse, aliando duas matrizes artísticas com o fundamental intuito de divulgar o teatro e as letras capixabas. O Festival tem como objetivo popularizar as artes cênicas, mobilizar artisticamente a sociedade local, promover o teatro e a literatura, incentivar o surgimento de novos atores/leitores, formar platéia e sensibilizar os empreendedores locais para o investimento na cultura.

Em uma sociedade carente em cultura, importante são as artes produzidas por uma minoria que devem ser divulgadas e incentivadas, de forma a promover um interesse artístico na população, como o hábito de ir ao teatro e de apreciar obras literárias, sobretudo as obras locais. A união do teatro com a literatura ocorre em leituras dramáticas, feitas com textos exclusivamente capixabas.

Desta maneira, estão valorizados não apenas os autores do Estado, como também aqueles que, no cotidiano da dramaturgia, oferecem ao público a magia e o universo do imaginário. O teatro deve sempre ser um meio para a troca de experiências artísticas e reflexões humanas entre o ator e o público. Assim como a literatura, é uma arte que toca o público independente da raça, credo e classe social de cada um. Por isso, deve ser encarada com uma necessidade básica para se viver em sociedade, pois teatro e literatura tratam essencialmente do ser humano.

Isabel Bremide

Atriz profissional e formada em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário São Camilo - Espírito Santo (2007), atua no mercado publicitário há alguns anos. Ocupou cargos de edição e diagramação em revistas como Sociedade Capixaba e atuou na área de Marketing em grandes empresas. Em seu portfolio artístico, inclui-se trabalhos como , abertura do XIX Festival Nacional de Teatro de São Mateus/ES, 02 apresentações no Theatro Carlos Gomes através do projeto Quartas no Teatro, desenvolvido pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversos do Espírito Santo (SATED-ES) e Secretaria de Cultura do Estado (SECULT-ES), apresentação na II Bienal Rubem Braga e a organização do Festival de Leituras Dramáticas Capixabas, com segunda edição prevista para 2009. Além disso, monitorou, em 2006 e 2007, oficinas de teatro para crianças e adolescentes sob a coordenação da MSc. Prof. Sara Passabon Amorim.

Ana Paula Ventury

Formada em Biologia pelo Centro Universitário São Camilo - Es (2007), também é atriz profissional. Possui importantes trabalhos em âmbito teatral e social com diretores capixabas como Sara Passabon Amorim e Carlos Ola. Em 2006, participou da Escola Itinerante de Artes Cênicas - Regional Sul, desenvolvido pela Secretaria de Cultura do Estado (SECULT-ES). Seus últimos trabalhos incluem palestra com o diretor teatral italiano Eugênio Barba, abertura do XIX Festival Nacional de Teatro de São Mateus/ES, 02 apresentações no Theatro Carlos Gomes através do projeto Quartas no Teatro, desenvolvido pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversos do Espírito Santo (SATED-ES) e Secretaria de Cultura do Estado (SECULT-ES), participação na II Bienal Rubem Braga, além de monitorar, de 2004 a 2008, oficinas de teatro para crianças e adolescentes, sob a coordenação da MSc. Prof. Sara Passabon Amorim.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Luiz Carlos Cardoso

Atuando no cenário cultural há alguns anos, o ator nasceu em Vitória/ES. Mudou-se para Cachoeiro aos 10 anos de idade aonde permanece ainda hoje. No município, prosperou no cenário cultural, trabalhando com importantes diretores teatrais do sul do Estado (Marcelo Soncin, Nelson Miranda, Lucimar Costa, Carlos Ola e Sara Passabon) e com passagem em diversos grupos de teatro. Seus últimos trabalhos incluem palestra com o diretor teatral italiano Eugênio Barba, abertura do XIX Festival Nacional de Teatro de São Mateus/ES, 04 apresentações no Theatro Carlos Gomes através do projeto Quartas no Teatro, desenvolvido pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversos do Espírito Santo (SATED-ES) e Secretaria de Cultura do Estado (SECULT-ES) e a idealização e organização do Festival de Leituras Dramáticas Capixabas, com segunda edição prevista para 2009. Possui registro de ator profissional pelo SATED-ES, é Gestor Cultural pelo SEBRAE-ES e SECULT-ES e formando na faculdade de Publicidade e Propaganda no Centro Universitário São Camilo – Espírito Santo.

João de Paula Junior

Multiinstrumentista, é violinista na Orquestra Camerata Sol Maior. Cursa Direito na Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim. Seus últimos trabalhos incluem abertura do XIX Festival Nacional de Teatro de São Mateus/ES, abertura da II Bienal Rubem Braga e participações no Grupo de Teatro Atores do São Camilo.

Alessandra Biato

Atriz e multiinstrumentista. Fez parte do Grupo de Teatro Universitário Atores do São Camilo e hoje é uma das integrantes do Grupo Anônimos de Teatro. Também é baixista na Orquestra Camerata Sol Maior. Seus últimos trabalhos incluem abertura do XIX Festival Nacional deTeatro de São Mateus/ES; função de 'sonoplasta' em 02 apresentações no Theatro Carlos Gomes através do projeto Quartas no Teatro, desenvolvido pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de espetáculos e Diversos do Espírito Santo (SATED-ES) e Secretaria de Cultura do Estado(SECULT-ES) e na II Bienal Rubem Braga; apresentações com a cantora Amélia Barreto e a banda performática Vitrola de 3. Possui ensino superior em Letras/Inglês pelo Centro Universitário São Camilo - Espírito Santo e possui registro profissional de atriz desde 2007.

Nossos Integrantes

Somos Anônimos, mas não somos anônimos. Estamos na grande rede, a mundial, a sem fronteiras. A rede onde todos são atores num palco alternativo. Somos todos atores. Somos todos platéia. A cochia é aqui.

Apresentamos, agora, nossos integrantes. São profissionais competentes no que fazem, responsáveis na arte que produzem e talentosos no compasso do crescimento social e cultural de cada um. Somos Anônimos. Somos teatro.

domingo, 10 de maio de 2009

Grupo de Estudos Teatrais




O teatro, através dos tempos, tem sido definido, conceituado e estudado de diversas maneiras diferentes. De Aristóteles em sua Poética a Eugênio Barba em seu Teatro Antropológico, a pesquisa e a investigação teatral é uma constante que perpetua um elo entre a essência do ser humano e a arte. Entretanto, o teatro e o fazer teatral se encontram na pós-modernidade em uma espécie de elitização, onde poucos têm consciência da importância do teatro em uma sociedade e para o indivíduo. As pessoas, normalmente, sabem reconhecer alguma coisa como teatro. Alguns se lembram de um teatro (espetáculo teatral) que viram; outros, do teatro (edifício) que já visitaram. Em ambos os casos estão se falando de teatro, dois significados para a mesma coisa. A princípio, então, a palavra teatro pode ter estes significados e, de fato, a relação nome-conceito dependerá do referencial, da idéia que se tem de teatro para se falar dele.

Nessa premissa, surge o Grupo de Estudos de Teatro. O ser humano pode ver-se no ato de ver, de agir, de sentir, de pensar. Ele pode se sentir sentindo e se pensar pensando. Assim, o atuante do grupo tem a oportunidade de compreender a linguagem teatral através das teses de Artaud, Grotowski, Stanislavski, Brecht, Boal, Eugênio Barba, Aristóteles e tantos outros que deixaram suas vigas para sustentar cada vez mais o teatro na humanidade.

Grupo Anônimos de Teatro




Com a missão de investigar os campos cênicos, o Grupo tem a proposta de levar o corpo à comunicação, em cena. Trabalhando com a estética da direção coletiva, seus integrantes visam o teatro performance, atuando nos espaços que variam entre lugares interiores seletos aos lugares exteriores alternativos. Sua verdade é o teatro como estética, filosofia e comunicação, onde o corpo é a ferramenta principal. Fazemos um teatro experimental, na busca das diversas modalidades cênicas. Nossa arte vai do teatro pobre de Grotowski à Crueldade de Artaud, passando pelos estudos do clown e da pantomima. O grupo leva performances teatrais do público seleto até ao público de massa.


Formado por integrantes do Grupo de Teatro Atores do São Camilo, o Anônimos surgiu em 2008 com o intuito de experimentar as perspectivas cênicas. Dedicação e comprometimento são os fios condutores do grupo para produzir um resultado satisfatório, tanto na atuação cênica, superando as expectativas do público na qualidade e na novidade do trabalho artístico apresentado, quanto na integração dos atuantes que defendem um objetivo comum, que é fazer arte com beleza, verdade e harmonia.

No mesmo ano, em novembro, o grupo estreou suas atividades com um projeto inovador e inédito no Estado: o Festival de Leituras Dramáticas Capixabas. Foram quatro encontros, onde a população em geral teve contato com o teatro e com o texto teatral – principal personagem desse projeto -, apreciando o melhor das letras através da teatralidade. Assim, colocou-se em destaque a vernaculidade dos escritores capixabas e a performance dos atores regionais, que podem expor seu repertório em cena.

Fazem parte do grupo: Luiz Carlos Cardoso, Ana Paula Ventury, Isabel Bremide, Alessandra Biato e João de Paula Junior.