domingo, 28 de junho de 2009

Festa de Cachoeiro | Inserções Culturais e Esquetes "Ri-Quem-Quer"

Inserções Culturais - Divulgação da Festa de Cachoeiro em Escolas Públicas 20 a 24/06/2009:
Com uma simples e criativa campanha de divulgação da Festa do município, a Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim convocou o grupo para distribuir folders para alunos de escolas públicas estaduais e municipais da cidade. Caracterizados como clowns, os atores foram muito bem recebidos pelos alunos.






Abertura do show de "O Teatro Mágico" 27/06/2009
Equilíbrio? Malabarismo? Os clowns tentam, mas não conseguem! Com a performance "Ri-Quem-Quer", o grupo abre as portas para o show de arte, poesia, música e encantamento: o Teatro Mágico.

(Fotos: Milena Paixão)







quinta-feira, 25 de junho de 2009

Laboratórios artaudianos | Experimentos com Luiz Carlos Cardoso e Isabel Bremide

Em função dos estudos teóricos e semióticos baseados em Antonin Artaud e no Teatro da Crueldade, o grupo não desanima e mantém suas pesquisas práticas. Após o laboratório na clínica psiquiátrica CAPAAC, os atores experimentam sensações e relações kinestésicas. O corpo-energia é testado e as emoções afloram.









Pegou Fogo no Teatro apresenta "Arte e Existência: uma performance artaudiana" | 23/06/2009

Na Festa de Cachoeiro de Itapemirim, o Teatro Municipal Rubem Braga apresenta o projeto "Pegou Fogo no Teatro", onde produções teatrais cachoeirenses entram em cena para o público da cidade se emocionar, divertir e se entreter.

No último dia do projeto, nosso grupo apresenta "Arte e Existência..." utilizando a entrada e a calçada do teatro como palco. Assim, os performers integraram espaços internos e externos. Os corpos e os elementos cênicos em torno do público se deparam com situações insólitas.







terça-feira, 23 de junho de 2009

Festival de Poesia Falada em Varginha/MG | 20/06/2009

Representado pelo ator Luiz Carlos Cardoso e pelo violinista João de Paula Junior, a interpretação da poesia "Modernista", de Milena Paixão, ocorreu no 3º Festival de Poesia Falada, em Varginha, sul de Minas Gerais. A experiência trouxe autonomia ao grupo, que experimentou essa bela perspectiva teatral: a de interpretação de poesias.

Nessa primeira parceria, Milena escreveu o poema especialmente para o Festival, recebendo grandes elogios por atores de diversos lugares do país, assim como os intérpretes. A experiência trouxe vigor ao grupo e imagens inesquecíveis.

Para ver o vídeo da interpretação de Luiz Carlos Cardoso e João de Paula Junior, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=NuH7DfWKmaY








Tinha a incerteza no meio do caminho.
No meio do caminho, a incerteza.
E, mais pro lado, a pedra.
Tinha a pedra.

Eu vi a incerteza e franzi o nariz de pena:
A incerteza era um bichinho.
E feio, como era feio, meu deus.
E roía, como roía, com uns incisivos
Que queriam crescer pra sempre
Pra além do seu tamanho
E ainda além.

Enquanto fiquei parada olhando, a incerteza roeu tudo o que podia:
Graveto, plástico, guimba, cacos
Até a pedra.
Ainda não satisfeita, ela chegou pra mim
E deu de roer meus sapatos
Roeu até sangrar um dedão.

Mandei-lhe a pedra no traseiro.

Tinha a pedra no meio do caminho.
E no meio do caminho tinha a incerteza.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas ainda frescas.

SIPAT na Azevedo & Travassos | 15/06/2009

Seguindo a linha de apresentações em ambientes de trabalho, o grupo chega à Azevedo e Travassos para sua primeira semana de prevenção e segurança no trabalho. Nas fotos, confira o resultado da interação entre atores e funcionários.






quinta-feira, 18 de junho de 2009

2ª Semana de Enfermagem da Unimed Sul Capixaba | 12, 15 e 17/06/2009

Para divulgar a 2ª Semana de Enfermagem da Unimed Sul Capixaba, o grupo percorreu os ambientes de trabalho dos profissionais da saúde, levando bom humor e surpresa por onde passou.







No dia 17, o grupo apresentou a performance Ri-Quem-Quer, satirizando o ambiente hospitalar e o cotidiano de profissionais e pacientes.




quarta-feira, 3 de junho de 2009

Laboratório em Clínica Psiquiátrica - CAPAAC

Conviver, agir, respirar, sentir as emoções, vertigens, delírios que os internos experimentam são sensações que cada pessoa ira ter diferentemente. O que sentir? Medo, insegurança, apreensão, nervosismo. A linha de tensão se manteve tênue do início ao fim. Assim foi o laboratório praticado pelos atores Ana Paula Ventury, Isabel Bremide e Luiz Carlos Cardoso na clínica psiquiátrica CAPAAC, em Cachoeiro/ES, no dia 30 de maio. Na ocasião, os três utilizaram a vestimenta dos internos e passaram um dia com eles, como se fossem pacientes da clínica. Apenas os profissionais estavam cientes da condição dos atores.

Por motivos óbvios, não exibiremos fotos dos internos aqui.

Esse laboratório fez parte do Grupo de Estudos Teatrais - Módulo Artaud.

"Histórias, estórias ou simplesmente contos surgem durante o dia e a partir da confiança conquistada, falas como - "roubaram meu cachorro, eu tinha um cachorro e roubaram meu cachorro" Maria Helena. História como a de Simone "meu pai me estuprou quando eu tinha 12 anos, ai eu engravidei de gêmeos e minha mão me mandou pra roça pra eu ganhar os bebês. Minha morreu quando eu tinha 13 anos e meu pai tomou os meus filhos disse pra eles que eram meus irmãos, eles acham que são meus irmãos, e eu tenho vergonha de contar pra eles que são meus filhos e que meu pai me estuprou". Muitos casos são fábulas ou reais, o mais importante é porque são contados, os pacientes falam o tempo todo de sua vida ou sobrevida para justificarem sua permanência em um local que deveria estar somente com loucos, o que nem sempre é caso deles, segundo os mesmos."
Isabel Bremide

"A grande impressão marcada em mim é a de que vivi momentos em um mundo metafísico, onde a realidade do mundo não existia. O tempo tinha parado naquele lugar, mas as pessoas internadas tinham um passado como qualquer outro – salvo exceções. São pais, mães, avôs, avós, filhos, que tem filhos, família, amigos, trabalho, uma vida social como eu e você. Naquele lugar, a loucura desocupa o lugar de algo fantástico para ocupar a cadeira da rotina, do que é do dia a dia. Vê-se no afeto, na solidariedade e na cumplicidade de cada um com o outro, principalmente com aqueles em estado mais grave de transtornos mentais".
Luiz Carlos Cardoso