quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Grupo Anônimos de Teatro volta com o Projeto Anônimos de Teatro para empresas





O “Grupo Anônimos de Teatro” surgiu em 2008 com o intuito de experimentar as perspectivas cênicas. Dedicação e comprometimento são os fios condutores do grupo para produzir um resultado satisfatório, tanto na atuação cênica, superando as expectativas do público na qualidade e na novidade do trabalho artístico apresentado, quanto na integração dos atuantes que defendem um objetivo comum, que é fazer arte com beleza, verdade e harmonia.

Desde de sua fundação, o Grupo criou o Projeto “Anônimos de Teatro nas Empresas” que consiste em desenvolver esquetes para empresas a paritr do espetáculo “Ri Quem Quer”. Esquetes cômicas onde clowns passam por situações grotescas e bem humoradas, afinal é atraves do cômico (o Komos)/comédia que o clown exerce sua verdadeira função – a qualidade da relação humana;

Como bem analisou Gilles Lipovetsky[1], estamos imersos em uma sociedade humorística e tudo encoraja a esse humor, o riso é onipresente nos meios de comunicação, requer-se simpatia e elogiamos os méritos das risadas, suas virtudes terapêuticas, suas forças corrosivas diante dos integrismos e dos fanatismos. Para ele o aumento do vazio existencial e a progressiva valorização do riso são fenômenos paralelos. (LOPES, p. 30 e 31)

O trabalho com o clown sempre atingi a plateia de forma positiva, além de provocar pensamentos a respeito do que se viu. O mais importante nesse trabalho é provocar o pensar do outro, dando-lhe a oportunidade de pensar diferente através do riso e do bom humor.

Com esse projeto passamos por vários empreendimentos tais como: Samarco, Azevedo Travassos, Selita, EDK, Foz do Brasil, Grupo Buaiz Alimentos, Metalurgica Mozer, Hospital Unimed, Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, Prefeitura de Castelo, Prefeitura de Jaguaré, Prefeitura de Cachoeiro de Itapemiri, entre outras e agora, em agosto, foi  a vez da Margramar.

Estar em atividade e em cena com prazer, desenvolvendo uma investigação da estética e do fazer teatral é o que move o grupo. Nossa pretensão não é um fazer teatral que busca uma consistência com seus objetivos limitados, onde a platéia é atraída a qualquer custo e a preocupação com a estética do espetáculo, a sua experimentação de sentidos e o compromisso com a arte de transformação/provocação não acontece.

Nosso desejo maior é manter um enfoque na pesquisa estética, apresentando um espetáculo de qualidade, levando ao público uma reflexão em momentos de encantamento e transformação. É assim que desejamos manter nossos estudos e nossas práticas por mais tempo, dialogando e experimentando o que há de essencial entre a arte e a vida.




[1] Cf. Gilles Lipovetsky. “ A sociedade humorística” in A Era do Vazio. Lisboa, Antropos, 1990.


Na Margramar

Nos dias 11 e 12 de Agosto, o Grupo Anônimos de Teatro apresentou na Empresa Margramar, situada no município de Atílio Vivácqua, Espírito Santo, próximo à Cachoeiro de Itapemirim.

A proposta foi uma intervenção nos setores da empresa, no dia 11 e no dia 12 a apresentação do "Rir quem quer". Uma produção na estética do clown elaborada especialmente para a empresa, a partir de suas necessidades e ações marcantes.

Na intervenção os colaboradores se divertiram e fizeram questão de participar do processo, com muita alegria todos nos receberam e nos ajudaram a construir mais uma história que marcou o dia de cada um presente nela.

Foi com prazer que levamos aos colaboradores a oportunidade de liberdade. Afinal não é só nas prisões, nos hospitais que as pessoas se sentem presas, agarradas a outras situações e coisas. Nas empresas os colaboradores se sentem presos aos seus afazeres, aos outros colaboradores, aos superiores, aos espaços, a tantas outras situações e coisas que os prendem e o clown leva consigo o prazer da liberdade de agir, de expressar, de ser humano.

Confira as fotos e se divirta.










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